
Gastronomia
Polvo grelhado em Búzios: o ingrediente que poucos pedem e o Bahiamarela domina
Fresco, grelhado no ponto certo e com sabor que nenhum molho consegue imitar — o polvo do Bahiamarela é o segredo mais bem guardado do cardápio.
Existe uma hierarquia não oficial nas mesas de restaurante de frutos do mar. O camarão ocupa o topo — é o mais pedido, o mais fotografado, o mais comentado. Abaixo dele vêm os peixes, os mariscos, a lula. E então há o polvo: incompreendido por muitos, adorado por quem o conhece de verdade. No Restaurante Bahiamarela, em Búzios, o polvo grelhado é um dos segredos mais bem guardados do cardápio.
Este artigo é um convite para sair da zona de conforto e pedir o que os habitués do restaurante já descobriram há tempo.
Por que o polvo é um ingrediente subestimado no Brasil
A culinária brasileira tem uma relação complexa com o polvo. Em regiões litorâneas com forte influência portuguesa — como o Nordeste e partes do Rio de Janeiro —, ele é presença garantida nos restaurantes mais tradicionais. Mas em grande parte do país, ainda existe um receio: a textura pode ser borrachuda quando mal preparado, e isso afasta quem já teve uma experiência ruim.
O problema nunca é o polvo — é o preparo. Um polvo tratado corretamente, cozido na pressão pelo tempo certo e depois finalizado na grelha em fogo alto, tem uma textura firme mas macia, uma casquinha levemente tostada por fora e um sabor que é, ao mesmo tempo, marcante e delicado.
Como o Bahiamarela prepara o polvo
A técnica do Bahiamarela respeita os dois momentos essenciais do polvo: o cozimento lento, que garante maciez, e a finalização na grelha, que cria cor, textura e concentra o sabor. O resultado é um polvo que não precisa de muita coisa para impressionar — azeite de qualidade, ervas frescas, um toque de limão siciliano e o calor certo da brasa fazem o trabalho.
Servido fatiado, com a pele levemente crocante e o interior acetinado, o prato chega à mesa com uma apresentação que já avisa: isso não é um prato qualquer. É o tipo de preparação que só funciona quando o produto é fresco e quem cozinha sabe o que está fazendo.
De onde vem o polvo do Bahiamarela
A Região dos Lagos é uma das áreas de maior produção de polvo do litoral fluminense. A pesca artesanal local fornece exemplares frescos, com sabor mais intenso e textura superior ao produto importado ou congelado. O Bahiamarela, como faz com todos os frutos do mar do cardápio, prioriza o fornecedor local — e a diferença aparece no prato.
Um polvo fresco tem cor viva, aroma limpo de mar e responde diferente ao calor: cozinha mais uniformemente, mantém a umidade interna e não perde sabor para a água do cozimento.
Com o que combina o polvo grelhado
O polvo grelhado do Bahiamarela funciona bem como entrada compartilhada — uma porção rende bem para duas ou três pessoas e prepara o paladar para o prato principal. Também pode ser pedido como prato principal por quem aprecia uma refeição mais leve, sem abrir mão da intensidade do sabor.
Para harmonizar: um vinho branco de boa acidez, como um Vinho Verde português ou um Chardonnay sem muita madeira. Se preferir drinques, a caipirinha de limão siciliano do bar do Bahiamarela é uma combinação que funciona surpreendentemente bem — a acidez da fruta complementa a gordura do azeite e o defumado da grelha.
Por que pedir o polvo na próxima visita ao Bahiamarela
Porque às vezes a melhor experiência gastronômica não está no prato mais óbvio. O camarão é garantido, o risoto é seguro — mas o polvo grelhado do Bahiamarela é a surpresa que quem arrisca nunca esquece. E em Búzios, onde o mar oferece tanto, seria desperdício parar no primeiro item do cardápio.
O Restaurante Bahiamarela funciona todos os dias das 12h às 22h30, na Rua 01, Quadra B, próximo à Praia de João Fernandes. Na próxima visita, peça o polvo — e depois nos conte.


